As contas também começam a ser feitas por quem briga por título e, consequentemente, por vagas na Libertadores. Uma matemática muito mais agradável, até porque quem perder a corrida ao menos não vai pra Série B.
Em 2007, na 22ª rodada, o futuro campeão São Paulo já liderava (8 pontos a mais que o vice). Cruzeiro, Vasco e Botafogo ocupavam as outras vagas à Libertadores, com Santos e Palmeiras na cola (2 pontos a menos). Após a última rodada, Cruzeiro e São Paulo confirmaram a vaga. O Santos e o Flamengo (numa arrancada da 11ª à 3ª colocação) ficaram com as vagas restantes. O Fluminense, 4º colocado, já tinha vaga garantida com o título da Copa do Brasil.
No Brasileiro de 2008, após a rodada 22, o Grêmio era líder. Palmeiras, Cruzeiro e Botafogo completavam o grupo da Libertadores. O futuro tricampeão São Paulo era apenas o 5º. Quando o campeonato terminou, houve apenas uma troca no G4: entrou o tricolor paulista, saiu o alvi-negro carioca.
A comparação mostra o óbvio, que a probabilidade dos clubes atualmente no G4 chegarem à Libertadores é grande. Surpresas, no entanto, não podem ser descartadas. O Flamengo de 2007 é o maior exemplo. A briga esse ano é mais acirrada. O líder tem 3 pontos a mais que o vice-líder (se o Inter ganhar do Atlético-MG hoje, a diferença cai pra 1 ponto). O terceiro colocado tem 4 pontos a mais que o oitavo.
A vaga do Palmeiras parece certa. As três vagas restantes devem mesmo ficar entre Goiás, Internacional, São Paulo e Atlético-MG. O Grêmio pode surpreender; ’basta’ começar a vencer longe do Olímpico pra entrar forte na briga. Avaí, Barueri e Santos não mostram força; não possuem elencos pra disputar de igual pra igual.
Os passaportes para cruzar as fronteiras seguem na disputa. Em 16 rodadas, o voo parte.